quarta-feira, 20 de julho de 2011

Coisa e Coisas

Nem que seja namorar uma vitrine por anos, desejando obter certa coisa, mesmo que fure o bolso, a alma e a esfera da família. E? E que bem seria deixar de namorar a coisa, não possuir a vitrine, não pagar, mas também não roubar, somente ter, sem nenhuma explicação. A coisa estaria em mãos, o possuir, como se fosse uma dádiva divina, sem motivo, razão, ou "força de vontade". Valha-me, é o irrealizável, pois tudo costuma ter um preço, dentro de algum padrão ou fora de qualquer padrão.

Preço.

Valor.

Eis que o mundo é uma vitrine eterna, onde temos a possibilidade de escolher entre milhões de coisas. Gostaria de optar por escolher não escolher, já que a escolha desgasta tanto. 

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