eu preferi me lotar de trabalho para vencer assim uma ânsia assassina por não querer mais sonhar com a realidade do meu trauma. ela escreveu faz pouco tempo um não sei o quê, um não sei porque, um não sei aonde, nem onde, como é de se esperar. se ela me visse hoje, o que pensaria? penso nessa não realidade, nessa imaginação maciça, numa constante suposição de cenas ou lembranças, qualquer coisa do gênero. ela deveria voltar e dizer tudo o que não disse ou pelo menos devolver as palavras que me roubou, mesmo vendo eu que ela me roubava uma das coisas poucas coisas que ainda faço com paixão.
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