quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Digamos: GAFAAM




Há um certo contentamento em ver-me assim, em pé, diante de algo: uma platéia. Não disse nada além de "oi" em outras palavras, porque tenho uma grande hiperatividade em enrolar os outro com bromas de quinta categoria, mas não, não é preciso, mesmo que eu me sinta tentado a isso. Ali não sou a palavra, não sou a intenção de querer ser alguma coisa, apenas expliquei quem eu representava e eu era não somente um aluno, mas algo talvez abaixo e acima disso, minhas palavras foram de um coletivo para outro coletivo. Coube a mim a tarefa de em uma porção resumida de frases explicar o fator mudança e dedicação de pessoas que querem transformar a situação do ensino, de um modo simples e não tão mágico, somente prático: agindo. 
Expor ao público um debate com um tema tão óbvio e por causa disso tão pouco discutido, com uma banca pesada em quesito mental, cada um dos integrantes com conceitos divergentes, mas que na prática somete porreou os presentes com as questões levantadas. Senti-me inútil, nem tenho meu diploma em mãos e já estou supurando a loucura de modificar certas coisas que sozinho não poderei modificar, seja relacionado à arquitetura ou a vida corriqueira, seja no trajeto mental do conceito até a construção ou realização, seja no trajeto de minha casa até a padaria. Mudanças. um debate promove isso e eu sendo mediador, não mediei nada, somente observei e anotei os rancores alheios, as dialéticas dos outros, o pavor da platéia olhando para os professores e profissionais alinhados no que parecia ser a mesa da santa ceia. 
O pessoal do Gafaam, em peso, também comentava com pressa, em cochichos, mas eu, tão dentro de mim, só fui engolir a realidade quando recebi as fotos do evento e o que o Gafaam conseguiu construir em dois meses de vida coletiva.
Fazer parte de uma coletividade que ajuda outra coletividade é um prazer tão grande e ao mesmo tempo uma angustia de tudo cair por baixo, fracassar, enfraquecer a ideia, a vontade,  e impeto de fazer diferente. Nadar contra a maré do ensino robotizado. A extensão do futuro, a conversa interna...

1 comentários:

  1. gosto muito dos seus posts!
    escreve bem porque pensa bem e isso é muito importante! beijo

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